Certo dia, ao chegar lá, o vimos sóbrio e assustamos com aquilo. No outro mês, ao visitar novamente, estava sóbrio, já não andava com as garrafinhas. No outro mês o vimos trabalhando e construindo a sua casa. Milagrosamente testemunhamos aquele homem largando o vicio e retornando ao seu trabalho. A família se alegrou ao ver a mudança de vida, de um bêbado em um pai de família trabalhador. Membros da nossa equipe choraram ao ver o resultado, pois tinham duvidado que um dia viriam ele assim tão bem. Então íamos fazer a visita em sua casa mais uma vez levando novamente o suprimento para ajudar, quando cruzamos, um homem de aparência nordestina que estava parado em frente à rua que levava à casa do Betão, nos viu carregando uma cesta básica de alimentos e estendeu a mão e disse: “Vocês fazem...”, ele não sabia exatamente o que dizer, por isso completei: “ajuda social?”, ele acenou com a cabeça indicando que era isso que queria dizer. Aproximamos dele, que contou a sua história: veio do Piauí juntamente com a sua mulher e filhas, pois lá estava em grande dificuldade financeira. Juntou o pouco dinheiro que tinha e veio tentar a sorte na cidade. Ao chegar alugou uma pequena casa e foi tentar encontrar trabalho.
Sem sucesso, em suas andanças pelas ruas à procura de emprego, um ladrão roubou o pouco dinheiro que tinha e seus documentos. Ele agora estava com o aluguel atrasado e não tinha o que comer. Nós estávamos habituados a ouvir histórias falsas para conseguir ajuda então decidimos constatar a veracidade dos fatos, falamos para ele esperar que nós iriamos fazer a visita programada e depois iriamos falar com ele. Ele ficou esperando no mesmo lugar a nossa volta.
Ao voltar, o colocamos em nosso carro e falamos que iríamos em sua casa para comprovar se essa história era verdadeira mesmo. Fomos por aquelas ruas de chão batido descendo para a região mais pobre daquele lugar. Paramos em frente a uma casa onde a sua esposa esperava à porta, assustada, pois tinha acabado de ocorrer um homicídio naquela rua. Entramos rapidamente na casa e conhecemos a sua família. Ele tinha uma esposa e três lindas filhas e moravam em uma pequena casa alugada juntamente com os seus móveis. Ele abriu a geladeira e tinha somente um saco de ossos que tinha conseguindo em um açougue local. Nós perguntamos o que ele tinha comido.
Respondeu dizendo que tinha conseguido um punhado de arroz e fubá com o Betão ofertado para a sua família se alimentar.
Perguntamos o que ele tinha comido, ele disse: “Tomei um suco de abacate ontem”. O mais interessante dessa história foi que ele tinha nos abordado procurando emprego, apesar de estar com muita fome, a sua vontade era encontrar um emprego para resolver o seu problema. Ele estava com o aluguel atrasado ao ponto de ser despejado, a família passando fome e ele desempregado, uma situação realmente difícil. Concluímos que realmente ele precisava de uma ajuda. Pegamos uma grande cesta de alimentos e deixamos naquela casa, mas uma pergunta me veio à mente naquele momento e assim eu disse: “Vemos que realmente precisa receber a ajuda, assim o faremos, mas queria te perguntar se você acredita em Deus? Pois veja bem, cruzamos na sua frente carregando alimentos, e agora estamos aqui entregamos algo e acredito que podemos encontrar emprego para você, isso é muita coincidência, você acredita que foi Deus que fez isso?”. Ele disse que todas as noites juntamente com a sua esposa escutavam um CD de louvores que conseguiu e choravam, disse que acredita em Deus e chorava ao ouvir músicas que falavam de alguém que se importa com as pessoas.
Pedi então para colocar essa música, pois naquele dia queria chorar um pouco também. Eu e o Pr. Clésio nos acomodamos nas cadeiras e ficamos prontos para escutar. A esposa dele foi ao quarto e colocou a música que eles ouviam, de repente a presença de Deus tomou aquele lugar. Chorávamos compulsivamente, pessoas se ajoelhavam e era incontrolável segurar as lágrimas. Sabíamos que naquele momento Jesus estava lá. Ao sair, peguei o dinheiro que estava em minha carteira dei na mão daquele senhor e disse para comprar uma boa carne e fazer uma boa refeição. O que tínhamos vivido naquele momento era impossível não compreender a intenção de Deus para aquela família. Naquela mesma semana um membro do nosso grupo conseguiu um emprego em uma construção para ele e outro conseguiu uma nova moradia para eles viverem. O que eu entendi desse dia é que tínhamos vivido um autêntico milagre de Deus e que nunca teríamos presenciado isso se tivéssemos negligenciado esse trabalho, pois em qualquer lugar o Espírito se manifestaria e que a graça de Jesus usaria a nossa vida para abençoar aquela família.
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Um Milagre Real no Sol Nascente
Certo dia, íamos para a casa de um assistido, o Betão, pedreiro por profissão, que há muito tempo tinha virado alcoólatra e andava como mal podendo se sustentar em pé. El...
















