Dia de Emoção

Todos precisam, mas precisamos doar para os que precisam mais! Pensando nisso, Darla me procurou antes de ir embora, abrindo mão da sua cesta básica entregue a ela, há mais de um ano, mensalmente, pela Corrente do Bem. Com lágrimas nos olhos, compartilhou a alegria do seu companheiro ter conseguido um “bico”, portanto não precisaria mais daquele alimento.

Em uma atitude tão consciente e honesta, agradeceu pelos benefícios recebidos: “Nunca foi só comida, pastora. Sou muito tímida, mas preciso contar hoje que aqui já recebi de Deus a cura de uma dor na coluna forte; cheguei com ela e, depois da oração, já não sentia nada. Aqui ouvi palavras que pensei que tinham sido faladas só pra mim de tanto que tinha a ver com a situação que eu estava vivendo… Aqui fui alimentada de corpo, alma e espírito, por isso quero agradecer e, agora, dar a oportunidade para que outra que esteja precisando mais do que eu tenha o que eu recebi por mais de um ano. Muito obrigada!” (…) O que dizer depois disso? Só mesmo louvar a Deus por ainda existirem pessoas que pensam em outras, por isso abrem mão da timidez e da oferta de alimento, fazendo desse espaço um lugar legítimo para o amor!

Gratidão a todos os voluntários da Corrente do Bem! E também gratidão a todas as famílias atendidas por esta OnG!🌹

O verdadeiro sentido da Páscoa


Neste mês, junto às cestas básicas doadas, foram entregues também caixas de chocolate às crianças do Projeto. O que significa esse ritual? Simplesmente alegria, momento gostoso para compartilhar uma guloseima. Não acreditamos que a Páscoa é o bombom tampouco o coelhinho, mas podemos nos alegrar e comemorar com festa sim uma das melhores mensagens que o mundo poderia receber: Jesus ressuscitou! A morte não conseguiu vencê-lo; Jesus vivo está em nosso meio! Presente constante em nossas vidas, ele é amor, a forma mais sublime, e concreta, de amor. Por isso, posso vê-lo nas mãos de cada voluntário que, generosamente, tem socorrido famílias carentes com alimento físico por todos esses meses e anos; mas também posso vê-lo no sorriso largo desenhado no rosto de cada um daqueles pequeninos que, felizes com o mimo do dia, foram para casa festejar a alegria que o amor e o cuidado feito por ações de solidariedade podem proporcionar. Viva! Viva!

Debaixo da barra da saia ou sempre junto à barra da saia?

Diferentemente de como ocorre com muitas crianças que nascem com todas as regalias, debaixo de mimos e proteções de suas famílias, na comunidade do Assentamento Miguel Lobato, muitas precisam andar coladas às saias de suas mães. Por quê? O medo da violência, o susto do abandono são fantasmas reais, com os quais precisam conviver diariamente… Mas não estão desprotegidas; existem aquelas gigantes que se colocam em sua defesa; mulheres heroínas muitas vezes sem face (suas identidades, defraudadas), com um nome comum a todas elas: MÃE.

Estas são fortes e buscam, dia a dia, dar condições melhores para suas famílias; sustentam (por vezes, mas quase todas as vezes) sozinhas suas casas, carregando a frustração de vários relacionamentos falidos, de que trazem filhos e filhas, suas únicas medalhas e troféus. Diante do desapego, do desafeto, da traição e da violência, essas rosas do deserto respondem de forma contundente: dispensam cuidados aos filhos, atenções que revelam a sobrevivência do amor. Sim, apesar das cicatrizes, das dores latentes e, por hora, até do sangue aparente: o colo macio, o beijo quente, o enlace dos braços queimados ao sol, o carinho das mãos calejadas, o cheiro do feijão na panela, a cama arrumada, a esperança… A SOBREVIVÊNCIA DO AMOR!

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Alessandra Edver
Líder de Visitação e Voluntária