Investimentos Inusitados no DF que vão lhe surpreender

Conheci pessoas em favelas que compartilham tudo que tem, assim como conheci pessoas em bairros nobres que não davam e ainda lamuriavam das suas contas para pagar. Nunca lhes eram suficiente. Rico é aquele que tem para compartilhar. Não é o lugar que nos define, mas nosso comportamento e valores. Alguns, do pouco que se tem se dá; outros, do muito que se tem, nega-se. Alguns, com o pouco que tem se alegra; para outros, nunca é suficiente. Para alguns, compartilhar é multiplicar; enquanto outros, compartilhar é subtrair. Só podemos dar daquilo que temos, quem não tem amor para dar é um carente somente. Um tipo de investimento que mudará a sua vida.

No Sol Nascente temos o Pr. Clésio que partilha e vive em prol das pessoas de lá, é referência para aqueles que desejam doar naquela comunidade. Sempre solícito e alegre, entende a verdade das palavras de Jesus: “É melhor dar do que receber”. Sempre que ligamos, ele está levando alguém no hospital, ou no fórum, ou no cartório. Ele está visitando alguém, ou no enterro, ou ajudando alguém que chegou ao fundo do posso. Ele é coparticipante da história de centenas de pessoas, nos céus ele tem já uma grande riqueza para receber.

Na Estrutural, temos a Denise, que apesar de ter uma situação igual às demais, luta por elas como se fosse para si, para viverem uma nova realidade que ela ainda não vive. Ano passado, ela recebeu frangos congelados e compartilhou com todas as mulheres do projeto. Alegrou-se com a doação, mas orou intercedendo a favor delas para que se ano fosse melhor. E assim Deus as abençoou, ontem cada uma levou um chester para casa. A alegria da Denise é ver os outros bem, por isso se esforça todos os dias.

Porque há maior alegria em dar do que receber (Atos dos Apóstolos 20:35)

Na casa da Calita notei uma riqueza que pode passar despercebido. Seus filhos são lindos, educados, cativantes e com um semblante de pessoas do bem. Seu mais velho, o Felix, nota-se a qualidade de pessoa em poucos minutos com ele; ajudou-nos a descarregar o carro e sempre estava próximo e prestativo. De todos os presentes comprados, o dele foi o que mais impressionou a todos; ele não pediu uma bicicleta, nem carrinho e nem um Lego, ele queria um jogo de xadrez. Ao receber, sentou no chão e montou pacientemente, agora irá praticar o nobre jogo com maior dedicação. Olhei na face da Calita e disse o quanto era rica por ter filhos maravilhosos assim, ela tem um grande patrimônio em casa, ela é prospera e não sabe.

Recebemos doações de todos os cantos de Brasília. Algumas de pessoas com condições favoráveis que nunca perdem a oportunidade de partilhar daquilo que têm, seus corações são generosos e abertos ao próximo. Assim como recebemos doações de bairros humildes e de pessoas desempregadas que sempre juntam do pouco que tem para que não falte na casa dos que tem menos que elas. Mesmo sem emprego e sem condições eles não se esquecem de serem generosos. Na vida da Danielle, do Trecho 1 do Sol Nascente, foi assim, doava mesmo desempregada juntamente com seu esposo e com uma filha pequena para alimentar. Durante esse período viu sua vida prosperar e conseguiu o seu emprego dos sonhos. Mais que doar, ela semeava em si a vida que desejava viver. Ela antes, já vivia a realidade que tem hoje, pois nunca foi pobre espiritualmente, mas rica em generosidade.

Não é o lugar que nos define, mas nosso comportamento e valores. Alguns, do pouco que se tem se dá; outros, do muito que se tem, nega-se.

Nas comunidades carentes de Brasília temos descoberto uma riqueza muito especial, visível aos que não se impressionam com as casas de maderite e nem as paredes sem reboco, pois o principal não são as estruturas, mas as pessoas. A miséria não alcançou seus corações, que cheios de esperança remontam os conceitos de favelas e mostram a luz que brilha incessantemente sobre aqueles que dão sem esperar nada em troca. Isso é generosidade.

Então lhes contou esta parábola: “A terra de certo homem rico produziu muito bem. Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. “Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. “Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? ’ “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”. (Lucas 12:16-21)

Existe uma riqueza chamada generosidade. Tem gente que tem, e esses são ricos para com Deus.

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