Quando o nosso trabalho dá esperança para outras pessoas

Notamos que a sobrinha de minha esposa estava com dificuldade de enxergar. Com o tempo, a suposição virou uma certeza. Por ser uma criança, às vezes é difícil de identificar o problema. Certo dia, decidimos fazer um teste e ficamos surpresas ao descobrir que ela não enxergava nada com um dos seus olhos. Seu olho esquerdo estava cego. Liguei para um amigo meu oftalmologista, disse da situação complexa que estávamos vivendo, ele se dispôs a atendê-la no comecinho da manhã, antes do seu primeiro paciente.

Chegamos no horário e rapidamente fomos acolhidos pela recepcionista, ela fez um breve exame e nos levou no consultório dele. O médico fez algumas brincadeiras e riu bastante com nossa sobrinha. Após alguns minutos, ele virá pra mim e diz: “Já sei o que ela tem!”. Fiquei impressionado com sua capacidade diagnóstica. Não era a primeira vez que eu pedia socorro para ele e mais uma vez me surpreendia com um diagnostico pontual em tempo recorde. Desculpe, esqueci de mencionar que ele é um dos oftalmologistas mais prestigiados do país. Sua agenda é muito concorrida.

“Como é bom trabalhar em algo que gera alegria e esperança para as outras pessoas. “

Ele me deu uma explicação para qualquer leigo entender: “É como se olho dela estivesse desligado, o cérebro fez isso por causa da má visão desse olho, mas se ela começar a exercitar esse olho, ela voltará a enxergar”. Ele nos ensinou como resolver o problema, sua solução foi simples e prática. Após isso ele fez alguns exames para comprovar o que estava dizendo. Apesar de ter atrasado um pouco a sua agenda, ele não me cobrou nada pelo atendimento. Ele tem um coração generoso.

Sai de lá muito feliz, pois a perda de uma visão pode comprometer muito o futuro de uma pessoa e esse médico nos deu muita esperança que ela voltaria a enxergar. Comprei os óculos que ele indicou e estamos seguindo as suas orientações. Em algumas semanas a sua visão será recuperada.

Fiquei pensando depois: Como é bom trabalhar em algo que gera alegria e esperança para as outras pessoas. É quando trabalhamos com valores imateriais. Não foi por dinheiro que ele fez aquilo, mas por amor e generosidade. Acredito que a visão de uma pessoa poderia ser contada no livro “O que o dinheiro não paga” de Michael Sandel, o renomado filosofo de Harvard, como algo que não se tem preço. Não dá pra monetizar o valor de ver as cores do mundo. A medicina tem que ser valorizada mesmo.

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Entendo que a Corrente do Bem Brasília gere isso nas pessoas. Rotineiramente recebemos mensagens de muitos querendo adentrar o projeto. Das mais variadas religiões, raças e locais de Brasília. “Queremos fazer isso que vocês fazem”, é esse termo que mais ouvimos. Fico impressionado com a quantidade de leitores de nossos posts que nos acompanham mensalmente em nossas aventuras no Sol Nascente. Todos são compartilhados e re-compartilhados várias vezes. De alguma forma, o que fazemos tem fermentado novos projetos sociais e incentivado muitos a se aventurarem no mundo da ajuda social. Descomplicamos e tornamos acessível a ajuda ao próximo. Temos tido contato com vários outros projetos que pedem ajuda vislumbrando nossas arrecadações generosas.

Faz muito bem semear o bem, ou melhor, promover a generosidade em Brasília, e também no Brasil (pessoas de outros estados estão entrando em contato querendo aprender sobre a Corrente).

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Acredito que semear o bem não tem preço. Promover valores se paga naturalmente. Ir ao Sol Nascente e receber abraços, sorrisos e ver a vida de dezenas de pessoas serem transformadas através do amor ao próximo não tem dinheiro que compre. Fazemos, colhemos e depois espalhamos as sementes nesses posts para que pessoas como você possam também acreditar na esperança. Acreditamos que todos nós podemos levar a esperança e a generosidade, pois de corrupção o mundo está cheio. E assim como meu amigo oftalmologista podemos fazer o bem e alegrar a vida de outras pessoas com aquilo que já temos em nossas vidas.

Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus. (2 Coríntios 9:11)

O que fazemos é simples e fácil de replicar. Igrejas e projetos sociais enviam pessoas para aprender como fazemos. Não tem segredo. Acreditamos que a generosidade tem que ser ensinada (por isso escrevemos tanta) e multiplicada (que as sementes germinem e gerem frutos em muitas pessoas) para que mais pessoas possam sentir a satisfação de trabalhar com a esperança e amor. Como é bom viver isso!

Pr. Moisés Nogueira de Faria
Pastor, Voluntário e Doador

 

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